Golpe do boleto bancário: como evitar?

O boleto bancário é uma das formas mais utilizadas no país. Isso se deve porque os boletos facilitam o comércio tanto para as empresas ou prestadores de serviço, como para os consumidores, pois o prazo para pagamento pode ser maior e o emissor recebe a quantia referente no boleto em sua conta corrente.

Por ser uma das formas mais utilizadas, acaba por atrair pessoas má intencionadas que alteram o código de barras, fazendo com que o dinheiro seja liquidado na conta corrente de fraudadores. Com isso, o emissor não reconhece o pagamento e o consumidor pode ficar com o nome sujo e receber ações de cobrança.

Pensando em ajudar você a não cair nesta cilada, relacionamos algumas dicas para você não cair nesse golpe que é muito comum.

    1. É muito importante acessar a internet a partir de um computador que esteja com software (programas de computador) original. Evite utilizar software pirata. Eles podem vir com código malicioso e alterar o código de barras do boleto sem que você perceba. Além disso, pode vazar informações, fotos e coletar senhas de e-mail, bancos, etc.
    2. É importante manter em seu computador um antivírus atualizado, pois programas maliciosos, enviados por meio de vírus, podem alterar o código de barras do boleto. O antivírus estando atualizado é capaz de identificar possíveis alterações na geração do boleto pela internet.
    3. Ao receber um e-mail suspeito com arquivos anexos, notificações de pagamentos ou links, desconfie: entre em contato com o emissor da mensagem e confirme a autenticidade das informações recebidas, tanto documentos de empresas privadas quanto de órgãos públicos.
    4. Se possível, evite fazer compras, efetuar pagamentos ou gerar boletos em computadores públicos ou em redes de wifi abertas. O risco de invasão de contas nesses ambientes é intensificado.
    5. Leia com atenção todas as informações contidas nos boletos. É muito comum existir erros de português em boletos fraudados.
    6. Fique atendo a possíveis divergências no padrão de formatação e erros de layout. Erros desse tipo são fortes indícios de fraudes. Compare o boleto suspeito com boletos antigos. Em caso de dúvidas, ligue imediatamente para o emissor.
    7. Cada instituição bancária possui um código próprio de identificação. Esse número aparece na frente do logotipo do banco e nos primeiros três dígitos da linha digitável do boleto. Esse número deve ser equivalente ao código do banco emissor. Confira a lista completa de códigos de instituições bancárias no site do banco Central.

 
E, se você caiu no golpe, você deve seguir os seguintes passos:

    1.  Tire cópias do boleto falso e do comprovante de pagamento
    2.  Registre um boletim de ocorrência na delegacia
    3. Procure o banco e o fornecedor do serviço ou produto

 
Caso não consiga resolver seguindo os passos a cima, procure o PROCON da sua cidade ou registre uma reclamação no site www.consumidor.gov.br, do Ministério da Justiça.

Uma outra opção é entrar com uma ação no Juizado Especial Cível para buscar o ressarcimento e uma possível indenização por dano moral ou material, nos casos em que houver interrupção do serviço, negativação indevida e outros danos decorrentes da fraude.

Para finalizar, uma informação muito importante.

Segundo o artigo 20 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o fornecedor de serviços deve responder pela reparação dos danos causados ao consumidor, independentemente de culpa. Assim, em casos de golpe de falso boleto, o fornecedor e o banco devem arcar com os prejuízos, pois são os únicos que têm acesso aos dados do consumidor e são responsáveis por eles.

Ao permitir que os boletos sejam impressos pela internet, os bancos e empresas assumem os riscos de segurança associados à sua emissão. O mesmo princípio vale para os boletos enviados pelo correio.